Inspire-se nas Obras do PAS-UnB

Um cantinho da net destinado às pessoas que sonham em estudar na UnB ingressando por meio do PAS

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(*Obra de Cildo Meirelles, Quem matou Herzog?)

(*Jornalista, Vladmir Herzog, morto durante o período de ditadura militar no Brasil)

Quem matou Herzog? (1975). Nos anos de censura, medo e silêncio que se seguiram à promulgação do AI-5 (Artigo Institucional - 5), Cildo Meireles destacou-se pelo seu trabalho em carimbo em notas de um cruzeiro. Com a mensagem explicita, Quem matou Herzog? (Vladimir Herzog foi um mártir da ditadura militar), e anônima, mostrou sua visão da arte enquanto meio de democratização da informação e da sociedade - motivo pelo qual costumava gravar em seus trabalhos deste período a frase: “a reprodução dessa peça é livre e aberta a toda e qualquer pessoa”, ressaltando a problemática do direito privado, do mercado e da elitização da arte. No caso da obra Quem Matou Herzog? (1975), Cildo Meireles carimbou várias notas de de um cruzeiro com a frase: “Quem matou Herzog?”.

Vladimir Herzog era um jornalista militante do Partido Comunista Brasileiro que foi chamado pelos militares para um interrogatório e nunca mais voltou. Segundo os militares ele havia se suicidado, mas estava bem claro que ele havia sido torturado até a morte.Com a pergunta carimbada nas notas, Cildo fez com que sua indignação e seu protesto passasse de mão em mão sem sofrer qualquer tipo de repressão.
O que a matriz do PAS diz sobre essa obra?
A complexidade dessa relação entre estética, ética e política pode também ser percebida em obras de arte como Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco, painel Guerra e Paz, de Cândido Portinari, Guernica, de PabIo Picasso, e Quem matou Herzog, de Cildo Meirelles. Questões sobre o indivíduo e a participação política podem ainda ser evidenciadas pela análise dessa obra, sendo possível provocar uma sensibilização.
O estudo da constituição dos estados nacionais (europeus, asiáticos, africanos e americanos), com atenção especial ao Estado brasileiro, pode ser auxiliado com o texto teatral Liberdade, Liberdade, de Millôr Fernandes e Flávio Rangel. A obra apresenta e problematiza discursos, músicas e eventos que marcaram a história brasileira e mundial, sob a perspectiva da ideia de liberdade, utilizando-se de personagens fictícios e históricos. Dentro dessas abordagens, pode ser estabelecido um diálogo com Guernica, de Pablo Picasso, Guerra e Paz, de Portinari, Quem matou Herzog, de Cildo Meireles.
Outras reflexões em relação ao cenário brasileiro podem ser despertadas com a obra Quem matou Herzog, de Cildo Meireles, que faz uma crítica à censura durante a ditadura militar.
Bibliografia:
http://www.cespe.unb.br/pas/arquivos/Matriz%20de%20Refer%C3%AAncia%20PAS%203%C2%B0%20Etapa.pdf
http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=422

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Vídeo complementar:

A pintura foi feita com o uso das cores preto e branco, algo que demonstrava o sentimento de repúdio do artista ao bombardeio da pequena cidade espanhola. Claramente em estilo cubista, Picasso retrata pessoas, animais e edifícios nascidos pelo intenso bombardeio da força aérea alemã (Luftwaffe). Já sob o controle de Adolf Hitler, aliado de Francisco Franco.

Guernica é talvez a obra mais emblemática da carreira de Pablo Picasso e da arte do século XX. Medindo 349,3cm x 776,6cm a obra mostra os horrores do bombardeio à cidade basca de Guernica em 26 de Abril de 1937. Durante a Segundo Guerra Mundial a cidade ficou em chamas após sucessivos ataques por aviões da força aérea alemã e Picasso, mesmo morando em Paris nessa época, não se calou diante do ocorrido depositando na tela todo seu pesar.

A pintura, um óleo sobre tela, foi realizada a partir de 36 fotos que retrataram as dolorosas consequências da tragédia. As fotografias divulgadas pelos jornais da época marcam profundamente o artista que após 45 estudos preliminares, produz a grande obra que inicialmente é exposta num espaço reversado a República Espanhola na Exposição Internacional de Paris.

Do ponto de vista técnico, Guernica ajuda a transmitir a atmosfera da guerra e suas consequências. Para produzir a pintura Picasso utilizou uma técnica bastante difundida no Cubismo – a collage – que consiste na colagem de papeis e objetos para composição da obra. No entanto o artista não se utiliza da colagem propriamente dita, mas de uma simulação da técnica. Desenha e pinta a obra dando a impressão de colagens e criando a sobreposição de planos. Numa total carência da cor, Picasso, movido pela dor do ocorrido faz um retrato monocromático da tragédia, basicamente em preto branco e tons de cinza.

As imagens que compõe a cena são notáveis representações do Cubismo e um convite ao Surrealismo que trazem ao expectador toda agonia e desumanidade dos momentos de horror passados na cidade basca. Quanto às figuras, o artista reproduz a população, os animais e a devastação das construções. A tela é construída a partir de quatro retângulos verticais e um triângulo central que compõe a cena. No primeiro retângulo a esquerda é possível notar a mãe que chora a morte do filho, numa alusão a Pietá, juntamente com o touro de feições humanas. O segundo retângulo traz a agonia do cavalo iluminado pela luz inóspita da luminária a cima. O terceiro traz o rosto de duas mulheres aterrorizadas e o quarto retângulo traz a figura de um homem com os braços para cima, na tentativa de pedir socorro. Além disso, o painel é rico em detalhes que passam despercebidos a primeira vista como a flor ao lado de uma das patas do cavalo no centro da obra. Atualmente a obra se encontra no Museu Reina Sofia em Madri e ainda é um símbolo das atrocidades cometidas pelo homem.Sobre as curiosidades que envolvem a pintura está a resposta de Picasso a um oficial nazista que numa revista ao seu apartamento em Paris observa uma fotografia do painel e pergunta ao artista: - Foi você quem fez isso? E Picasso responde: - Não, vocês o fizeram.

Guernica apresenta poucos personagens:- seis seres humanos e três animais. O conjunto proporciona uma sensação angustiante, porque Picasso encerrou a ação em um espaço interior, em que o tamanho das figuras em relação à arquitetura acentua o espaço claustrofóbico

Contexto Histórico

A Guerra Civil Espanhola criou a dicotomia “democracia e revolução social” versus “contrarrevolução e a reação”, que culminou com o regime republicano espanhol proclamado por segmentos liberais anticlericais e/ou maçons em contraposição aos carlistas, fascistas, militares, conservadores, que entre outros, categorizaram as políticas reformistas como diabólicas, já que as mesmas foram pensadas por (liberais anti-clericais e/ou maçons).

Essa instabilidade refletiu nos resultados das eleições ocorridas em 1936, quando os votos ficaram divididos entre a Frente Direitista e a Frente Popular. Nesse ínterim, os ultraconservadores, através dos conservadores do exercito sob o comando do General Franco e com o apoio da Alemanha e da Itália – que deslocaram contingente de africanos dão um golpe de Estado, cujo início ocorre em Marrocos espanhol, em 1936. Mas nos principais centros o golpe não é bem sucedido: militares legalistas e militantes esquerdistas e das centrais sindicais enfrentam os golpistas, desestabilizando definitivamente o governo Constitucional republicano e instaurando a Guerra Civil espanhola.
Em outubro de 1936 uma junta de militares nomeia Franco chefe de Estado e generalíssimo dos exércitos, oficializando-o como “cabeça” da insurreição apoiada por um grupo de direitistas denominado “Falange Tradicionalista Espanhola”. A luta apenas começava. Nazistas e fascistas fazem da Espanha um laboratório de testes, enviam armas, tropas e suprimentos em ajuda ao general Franco.
A guerra prossegue até a ocupação das grandes cidades espanholas pelos nacionalistas da Falange. Para atingir seu objetivo Franco isola o território republicano do Atlântico. É durante a execução deste plano que ocorre o bombardeio, em abril de 1937, à cidade basca de Guernica, pela aviação nazista, que deixa 1645 mortos e 899 feridos. De certa forma a destruição de Gernika obrigou a cidade a existir para o mundo e trouxe seu nome para as conversas. Mas a cidade basca, que não passava de um monte de cinzas, ainda precisava tornar-se GUERNICA, o quadro.
O artista não pretende denunciar um crime e despertar desprezo e piedade; quer trazer o crime à consciência do mundo civilizado, obrigando-o a sentir-se co-responsável, a reagir.
Utilizando o mono cromatismo, Picasso conferiu uma tonalidade sombria e trágica à obra; tudo está muito claro, as linhas traçadas com precisão, os planos destinados a serem preenchidos com cor, mas ela não está ali, também não está o efeito plástico volumétrico, portanto o relevo também não está ali.

O que a matriz diz sobre essa obra?

A complexidade dessa relação entre estética, ética e política pode também ser percebida em obras de arte como Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco, painel Guerra e Paz, de Cândido Portinari, Guernica, de PabIo Picasso. Questões sobre o indivíduo e a participação política podem ainda ser evidenciadas pela análise dessa obra.
Na sociedade contemporânea, a energia constitui importante objeto de estudos, exigindo especial atenção aos aspectos éticos, ecológicos, políticos e socioeconômicos associados ao seu uso racional, com o objetivo de contribuir para a análise da pertinência de opções técnicas, sociais, éticas e políticas na tomada de decisões. Ao se ampliar o conceito de energia, torna-se possível a percepção de alterações no ambiente e a identificação de novos cenários energéticos surgidos no século XX, como o uso controlado da energia nuclear, a fim de confrontar possíveis soluções para uma situação-problema, como apresentam as obras como os curtas This land is mine, de Nina Paley, Man, de Steve Cutts, e ainda Guernica, de Pablo Picasso.

O estudo da constituição dos estados nacionais (europeus, asiáticos, africanos e americanos), com atenção especial ao Estado brasileiro, pode ser auxiliado com o texto teatral Liberdade, Liberdade, de Millôr Fernandes e Flávio Rangel. A obra apresenta e problematiza discursos, músicas e eventos que marcaram a história brasileira e mundial, sob a perspectiva da ideia de liberdade, utilizando-se de personagens fictícios e históricos. Dentro dessas abordagens, pode ser estabelecido um diálogo com Guernica, de Pablo Picasso.

O século XX foi palco de revoluções e guerras que reconfiguraram o cenário mundial. Reflexões diversas sobre esses processos podem ser motivadas com as obras A noiva do vento, de Oskar Kokoshka, Guerra e Paz, de Cândido Portinari, Guernica, de Pablo Picasso.

Bibliografia:
http://www.infoescola.com/pintura/guernica/
http://www.cespe.unb.br/pas/arquivos/Matriz%20de%20Refer%C3%AAncia%20PAS%203%C2%B0%20Etapa.pdf
http://www.ateliearterestauracao.com.br/arte-e-politica-analise-da-obra-guernica-de-pablo-picasso/



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Vídeo complementar:



Na obra Guerra e Paz, Portinari usou poucas cores nas obras, além de linhas retas e formas geométricas. Outro ponto presente na obra são as figuras sobrepostas e a falta de preocupação do artista com a perspectiva e a profundidade.É possível perceber qual painel se refere a qual momento pela expressão das figuras pintadas neles. No painel que representa a Guerra ficam evidentes a tristeza e o desamparo, enquanto o painel da paz exala alegria e aconchego.
Todo o trabalho que resultou em Guerra e Paz foi produzido por Candido Portinari entre os anos de 1952 e 1956. O trabalho foi encomendado pelo governo brasileiro para presentear a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, onde os painéis foram instalados no hall de entrada, com acesso restrito ao público.

2 DETALHES DE GUERRA E PAZ SE DESTACAM:
1. GUERRA:
O primeiro painel se refere à guerra e deixa claro os sentimentos das pessoas durante um período como esse. Com poucos pontos de cor e tons sóbrios e frios, a pintura dá ao observador a sensação de desconsolo. As expressões das figuras presentes no quadro revelam medo, tristeza e desespero.
 2. PAZ:
O segundo painel da obra, referente à paz, contrasta com o primeiro em todos os sentidos. Os tons utilizados por Portinari são mais amenos e transmitem alegria e tranquilidade. A presença de cores vivas, como o vermelho, chamam a atenção do observador para a felicidade que emana da pintura, assim como as figuras representadas nele. Esse é o caso, por exemplo, do coral de crianças cantando e das mulheres dançando enquanto os homens jogam capoeira.

-Foi feita no ano de 50; Especialmente para a sede das nações unidas em Nova York; -Tinha recomendações medicas para evitar tinta óleo; -Mesmo assim encarou como missão e cria um dos mais belos quadros da loucura humana; -Período da Guerra Fria (capitalistas e socialistas); -Avanço científicos e tecnológicos; -No dia 20 de outubro de 1951, é inaugurada a I Bienal Internacional de Arte de São Paulo.

 Retratou questões sociais do Brasil; -Utilizou alguns elementos artísticos da arte moderna europeia; -Suas obras de arte refletem influências do surrealismo, cubismo e da arte dos muralistas mexicanos; - Arte figurativa, valorizando as tradições da pintura.

O que a matriz diz sobre essa obra?

A complexidade dessa relação entre estética, ética e política pode também ser percebida em obras de arte como Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco, painel Guerra e Paz, de Cândido Portinari. Questões sobre o indivíduo e a participação política podem ainda ser evidenciadas pela análise dessa obra.

Na sociedade contemporânea, a energia constitui importante objeto de estudos, exigindo especial atenção aos aspectos éticos, ecológicos, políticos e socioeconômicos associados ao seu uso racional, com o objetivo de contribuir para a análise da pertinência de opções técnicas, sociais, éticas e políticas na tomada de decisões. Ao se ampliar o conceito de energia, torna-se possível a percepção de alterações no ambiente e a identificação de novos cenários energéticos surgidos no século XX, como o uso controlado da energia nuclear, a fim de confrontar possíveis soluções para uma situação-problema, como apresentam as obras como os curtas This land is mine, de Nina Paley, Man, de Steve Cutts, e ainda Guernica, de Pablo Picasso, Guerra e Paz, de Cândido Portinari.

O século XX foi palco de revoluções e guerras que reconfiguraram o cenário mundial. Reflexões diversas sobre esses processos podem ser motivadas com as obras A noiva do vento, de Oskar Kokoshka, Guerra e Paz, de Cândido Portinari.

Por meio de imagens, é possível provocar uma sensibilização, a exemplo do programa educacional Êxodos: Programa Educacional – Leituras, narrativas e novas formas de solidariedade no mundo contemporâneo, do fotógrafo Sebastião Salgado, da obra Norte ao Sul, de Torres García e do curta-metragem Man, de Steve Cutts. Outras obras podem contribuir para essas reflexões, como o painel Guerra e Paz, de Cândido Portinari; Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco; Guernica, de PabIo Picasso; Quem matou Herzog?, de Cildo Meireles, e Garoto faminto com bola de futebol, de Paulo Ito.
Em artes visuais, o conceito de estrutura pode ser verificado na compreensão da composição da imagem no espaço pictórico, assim como na percepção da composição e organização dos elementos da linguagem visual na produção de obras de arte. Essa perspectiva pode ser observada nas obras, Guernica, de Picasso, painel Guerra e Paz, de Cândido Portinari, e Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco.

O estudo da constituição dos estados nacionais (europeus, asiáticos, africanos e americanos), com atenção especial ao Estado brasileiro, pode ser auxiliado com o texto teatral Liberdade, Liberdade, de Millôr Fernandes e Flávio Rangel. A obra apresenta e problematiza discursos, músicas e eventos que marcaram a história brasileira e mundial, sob a perspectiva da ideia de liberdade, utilizando-se de personagens fictícios e históricos. Dentro dessas abordagens, pode ser estabelecido um diálogo com Guernica, de Pablo Picasso, Guerra e Paz, de Cândido Portinari.

O século XX foi palco de revoluções e guerras que reconfiguraram o cenário mundial. Reflexões diversas sobre esses processos podem ser motivadas com as obras A noiva do vento, de Oskar Kokoshka, Guerra e Paz, de Cândido Portinari, Guernica, de Pablo Picasso, e Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco. O espaço geográfico existe como um dado inseparável da vida global. Os contextos locais tornaram-se relevantes para compreender a produção, o comércio, a cultura e a política mundial. É importante analisar como se processa a inserção do Brasil no mundo e a influência do mundo no Brasil.

Bibliografia:
http://www.cespe.unb.br/pas/arquivos/Matriz%20de%20Refer%C3%AAncia%20PAS%203%C2%B0%20Etapa.pdf
http://pt.slideshare.net/Leticiasgrilo03/trabalho-de-artes-anlise-da-obra-guerra-e-paz-cndido-portinari

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Vídeo complementar:

https://www.youtube.com/watch?v=QSD1J1ALlPg

Nesse mural "Gods of the Modern World", o cadáver no centro é o saber.

“Olhe os fetos nascendo mortos, com chapéu de formandos, saindo de dentro de um saber já morto há muito tempo. E os doutores do mundo moderno, lá atrás, mortos-vivos.”
Jose Clemente Orozco (1883-1949). Pintor mexicano que, ao lado de Rivera e Siqueiros, participou do Muralismo mexicano. Dedicou-se também à aquarela, ao desenho e à caricatura, que fazia mais como forma de sustento do que como arte.Destacou-se principalmente na pintura mural, mas também se dedicou à pintura de cavalete, à aquarela, ao desenho e à caricatura, que fazia mais como forma de sustento do que como arte. A temática central da sua obra é a revolução, a luta do povo para atingir os seus ideais e uma nova sociedade. Em Deuses do mundo moderno, dentro da técnica expressionista, o artista enfatiza a simbologia da morte: os fetos nascendo mortos, com chapéu de formandos, saindo de dentro de um saber já morto há muito tempo. E os doutores do mundo moderno, lá atrás, mortos-vivos. No México, longe de ser uma veneração pura e simples aos mortos ou a morte, o que o povo festeja em essência, é o orgulho de sua identidade cultural, o valor e a memória dos seus antepassados, cuidadosamente ensinados e repassados ao longo das gerações.
A temática central da sua obra é a revolução, a luta do povo para atingir os seus ideais e uma nova sociedade. A representação formal da obra reflete uma mistura de influências estéticas que vão do realismo ao expressionismo e passam pela arte renascentista italiana dos séculos XV e XVI.
 
                                           O que a matriz diz sobre essa obra?

A complexidade dessa relação entre estética, ética e política pode também ser percebida em obras de arte como Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco, painel Guerra e Paz, de Cândido Portinari, Guernica, de PabIo Picasso, e Quem matou Herzog, de Cildo Meirelles, assim como na performance Rhythm 05, de Marina Abramovic e na adaptação d’O manifesto comunista em cordel, obra de Antonio Queiroz França.
Por meio de imagens, é possível provocar uma sensibilização, a exemplo do programa educacional Êxodos: Programa Educacional – Leituras, narrativas e novas formas de solidariedade no mundo contemporâneo, do fotógrafo Sebastião Salgado, da obra Norte ao Sul, de Torres García e do curta-metragem Man, de Steve Cutts. Outras obras podem contribuir para essas reflexões, como o painel Guerra e Paz, de Cândido Portinari; Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco;

O capitalismo, suas bases de formação e suas influências nos conflitos mundiais são o palco, muitas vezes, de desenvolvimentos científicos importantes e avanços no conhecimento do microcosmos, em especial dos conceitos fundamentais da Física Quântica e do Eletromagnetismo, que geraram condições para uma nova perspectiva de espaço geográfico a partir do uso de um poder bélico, sendo esta abordagem do espaço geográfico 19 bem representada na obra audiovisual Encontro com Milton Santos, de Sílvio Tendler. Em Deuses de um mundo moderno, de José Clemente, é possível identificar a forte influência do pensamento científico na formação cultural do homem contemporâneo.
Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco, é um exemplo de obra que permite a discussão crítica sobre as relações de poder.

O século XX foi palco de revoluções e guerras que reconfiguraram o cenário mundial. Reflexões diversas sobre esses processos podem ser motivadas com as obras A noiva do vento, de Oskar Kokoshka, Guerra e Paz, de Cândido Portinari, Guernica, de Pablo Picasso, e Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco. O espaço geográfico existe como um dado inseparável da vida global. Os contextos locais tornaram-se relevantes para compreender a produção, o comércio, a cultura e a política mundial. É importante analisar como se processa a inserção do Brasil no mundo e a influência do mundo no Brasil.

No século XIX, o positivismo postulava que os dados seriam apenas os fatos observáveis, certos, positivos. Dessa forma, os dados sensíveis, empíricos, com existência independente do sujeito, do observador, do pesquisador, constituiriam a fonte única de conhecimento e critério de verdade. Entretanto, o pensamento científico no século XX lança incertezas acerca da realidade, assim como alguns movimentos artísticos nesse mesmo período. A obra de Nietzsche, O crepúsculo dos ídolos, pode ser interpretada 35 como uma certa crítica ao positivismo. A obra Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco, também representa essas questões.

Bibliografia:
http://www.cespe.unb.br/pas/arquivos/Matriz%20de%20Refer%C3%AAncia%20PAS%203%C2%B0%20Etapa.pdf
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Vídeo complementar:
http://mais.uol.com.br/view/yeocwtiqvrii/grafiteiro-usa-a-copa-para-expor-desigualdade-social-no-brasil-04024D193166C0895326?types=A&

Paulo Ito é um pintor de rua brasileiro, que acaba de ficar internacionalmente conhecido. Isso porque, no dia 10 de maio, ele grafitou, no portão de uma escola, no bairro da Pompéia, em São Paulo, a imagem que acaba de se transformar no primeiro grande viral da Copa do Mundo no Brasil. No grafite, um menino chora de fome ao se sentar à mesa e se deparar com um prato que não tem comida, mas uma bola de futebol. 

"A ideia surgiu a partir de um trabalho que o grafiteiro francês Goin fez em Atenas. A minha maior intenção é expor a situação que vivemos, hoje, no Brasil, e mostrar a importância que se dá a algumas coisas em detrimento de outras. Não quero dizer que o governo federal não está trabalhando contra a miséria, pelo contrário, acredito que seu esforço foi muito mais efetivo do que o das gestões anteriores. Ainda assim, a situação no país, sem dúvida, continua sendo muito problemática", contou em entrevista ao Brasil Post. 

A crítica explícita faz coro às manifestações que tomam conta do país às vésperas da copa do mundo de 2014. Questões sobre o indivíduo e a participação política, desigualdades sociais são evidentemente abordadas nessa obra.

O que a matriz diz sobre essa obra?

  •   Nessa obra destacam-se a importância da interlocução com novas linguagens expressivas, produções multimídia e o uso do corpo como objeto de arte em ações coletivas, performances, ambientações. É possível também, pensar nas interações humanas em suas dimensões estética, ética e política, considerando que a capacidade para interagir permite criar valores, deslocar perspectivas e fundar metodologias e instituições. É possível discutir a respeito de condições dignas e sustentáveis para a existência humana no planeta, a partir da obra Tropicália, de Hélio Oiticica, do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos, dos documentários Encontro com Milton Santos, de Sílvio Tendler, e Estamira, de Marcos Prado, assim como na animação Man, de Steve Cutts e no grafite Garoto faminto com bola de futebol, de Paulo Ito.
  •   No que se refere à Ambiente e Evolução, cabe ainda a análise da relação entre a desigualdade socioeconômica dos países e as condições de saúde de suas populações. Males crônicos afetam países da África, Ásia e América latina, alastram-se doenças infecciosas, típicas da miséria e de condições sociais, políticas e econômicas estruturadas em complexas relações internacionais. As obras Êxodos, de Sebastião Salgado, A Triste Partida, de Patativa do Assaré musicada por Luiz Gonzaga, Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Garoto faminto com bola de futebol, de Paulo Ito, ilustram de forma contundente as consequências dessa desigualdade.

  •    Vale lembrar novas modalidades de linguagem surgidas em relação ao desenvolvimento industrial, ao aumento da população mundial e, consequentemente, do consumo. A arte publicitária e suas características e ideologias podem ser estudadas por meio da interpretação da música Geração Coca-Cola, do grupo Legião Urbana, do Moteto em ré menor ou Beba CocaCola, de Gilberto e Décio Pignatari, e do grafite Garoto faminto com a bola de futebol, de Paulo Ito.


Bibliografia:
http://www.cespe.unb.br/pas/arquivos/Matriz%20de%20Refer%C3%AAncia%20PAS%203%C2%B0%20Etapa.pdf

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/grafite-faz-critica-social-copa-viraliza-mundialmente-784006.shtml
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(* Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco)

Uma das características que difere o Programa de Avaliação Seriada (PAS-UNB) das demais plataformas de ingresso em universidades é que além dos conteúdos convencionais, há também obras que podem ser livros, artigos, vídeos, pinturas, músicas entre outros. Essas obras são selecionadas de acordo com cada etapa, condizendo com o conteúdo da mesma. Portanto, para um bom desempenho na avaliação, é importante analisá-las com atenção, pois muitas questões na prova serão relativas à elas.

Para ajudá-los, separamos, a partir da Matriz de Referência do PAS3, todas as obras dessa etapa.
BONS ESTUDOS!!! 



Artes visuais


* Garoto faminto com bola de futebol, de Paulo Ito
* Deuses de um mundo moderno, de José Clemente Orozco
* Guerra e Paz, de Cândido Portinari
* Guernica, de PabIo Picasso
* Quem matou Herzog, de Cildo Meirelles
* A noiva do vento, de Oskar Kokoschka
* Formas únicas de continuidade no espaço, de Humberto Boccioni
* Improvisação nº 23, de Kandinsky
* Norte ao Sul,de Torres García
* Jogo do osso, de Glênio Bianchetti
* Painel de azulejos da FE/UnB, feito por Luis Humberto Martins Pereira
* Memorial Darcy Ribeiro, “Beijódromo”, de João Filgueiras “Lelé”
* Êxodos: Programa Educacional – Leituras, narrativas e novas formas de solidariedade
no mundo contemporâneo, do fotógrafo Sebastião Salgado
* Instalação Tropicália, de Hélio Oiticica
* Mural da Igrejinha, de Francisco Galeno



Leituras

* Vidas secas, de Graciliano Ramos
* Constituição Federal – Título II, capítulo IV, artigos 14 a 16; capítulo V, artigo 17 e Título IV, capítulo I, seções I a V, artigos 44 a 56
* Cibercultura: alguns pontos para compreender a nossa época, de André Lemos
* Nanopartículas Verdes, Revista Fapesp Edição 223, set/2014
* Amor, de Clarice Lispector
* O burrinho pedrês, de Guimarães Rosa
* Química orgânica, de Vinícius de Moraes
* O apanhador de desperdícios, de Manoel de Barros
* Psicologia de um vencido, de Augusto dos Anjos
* Poética, de Manuel Bandeira
* O Homem; As Viagens, de Carlos Drummond de Andrade
* Elevador do filho de Deus, de Elisa Lucinda
* Zwkrshjistão, de Bruno Palma
* Rotas alternativas, Revista Fapesp edição 220, de jun/2014
* O crepúsculo dos ídolos: A filosofia a golpes de martelo, de Friedrich Nietzsche
* O manifesto comunista em cordel, obra de Antonio Queiroz França
* Dossiê Darwin, da Revista Darcy Ribeiro (edição 1 de 2009)

Músicas e performances

* Monólogo ao pé do ouvido/Banditismo por uma questão de classe, de Chico Science e Nação Zumbi
* Cadeirada, do grupo Barbatuques
* Moteto em ré menor ou Beba Coca-Cola, de Décio Pignatari e Gilberto Mendes
* Samba de uma nota só, de Tom Jobim e o contexto do movimento da bossa-nova
* Rhythm 05, de Marina Abramovic
* A sagração da primavera, de Stravinsky
* Triste Partida, de Patativa do Assaré, musicada por Luiz Gonzaga
* Seu Estrelo e o Fuá do terreiro (Manifestação popular brasiliense)
* Geração CocaCola, interpretada pelo grupo Legião Urbana
* A ponte, de Lenine, na versão do rapper GOG (Genival Oliveira Gonçalves)
* Tropicália, de Caetano Veloso
* Domingo no Parque, de Gilberto Gil
* Beijinho no ombro, de Valeska Popozuda
* Mistérios do corpo, de Hermeto Pascoal
* Péricon, de Conrado Silva, interpretado pela Orquestra de Laptops de Brasília (BSBLork)
* Oração, de Léo Fressato, interpretada pelo grupo A banda mais bonita da cidade
* Bachianas brasileiras nº 4 – Ária (Cantiga), de Heitor Villa-Lobos
Vídeos
* Meu amigo Nietzsche, de Fáuston da Silva
* O papel e o mar, de Luis Antônio Pilar
* This land is mine, de Nina Paley
* Encontro com Milton Santos, de Sílvio Tendler
* O mundo global visto do lado de cá, de Silvio Tendler
* Estamira, de Marcos Prado
* Man, de Steve Cutts
Peça teatral
* Liberdade, Liberdade, escrita por Millôr Fernandes e Flávio Rangel



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(*Serigrafias sobre fotografias de Pelé e Michael Jackson, de Andy Warhol)
Uma das características que difere o Programa de Avaliação Seriada (PAS-UNB) das demais plataformas de ingresso em universidades é que além dos conteúdos convencionais, há também obras que podem ser livros, artigos, vídeos, pinturas, músicas entre outros. Essas obras são selecionadas de acordo com cada etapa, condizendo com o conteúdo da mesma. Portanto, para um bom desempenho na avaliação, é importante analisá-las com atenção, pois muitas questões na prova serão relativas à elas.


Para ajudá-los, separamos, a partir da Matriz de Referência do PAS2, todas as obras dessa etapa.
BONS ESTUDOS!!! 

Artes visuais

* O pensador (1902), de Auguste Rodin (1840-1917)
* Mata reduzida a carvão, de Félix Taunay
* Sufocamento, de Pedro David
* Apolo e Dafne, de Gian Lorenzo Bernini
* Eros e Psique, de Antônio Canova
* São Miguel Arcanjo, de Veiga Valle
* O Museu de arte sacra de Goiás Velho – Museu da boa morte
* Via Láctea – Constelação da Serpente , de Gilvan Samico
* Bartira, de Victor Brecheret
* Louis XIV, de Hyacinthe Rigaud
* De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?, de Paul Gauguin
* A redenção de Cam, de Modesto Brocos
* As serigrafias sobre fotografias de Pelé e Michael Jackson, de Andy Warhol
* Sessão do Conselho de Estado, de Georgina Albuquerque
* Autorretrato probabilístico, de Valdemar Cordeiro


Leituras

* Discurso do método, de René Descartes (1596-1650)
* Resposta à pergunta: o que é o esclarecimento? , de Immanuel Kant
* Almanaque Brasil socioambiental 2008 (Instituto Socioambiental – ISA)
* Conto de escola, O alienista, Noite de almirante e Um homem célebre, de Machado de Assis
* O cortiço, de Aluísio Azevedo
* Canto IV do Poema I- Juca Pirama, de Gonçalves Dias
* Constituição Federal, Capítulo II, Direitos Fundamentais, artigos do 6° ao 11° (Congresso Nacional Constituinte – Brasil – 1988)
* Plástico vegetal (Revista Pesquisa FAPESP, edição 174 – agosto/2010)
* Laboratório a céu aberto (Revista Pesquisa FAPESP, edição 208 – junho/2013)
* Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) 


Músicas e performances

* Sobradinho (composição e interpretação de Sá, Rodrix e Guarabyra)
* Santuário (de Rafael Miranda, interpretada pela Banda Jenipapo)
* V Sinfonia, em Dó Menor – primeiro movimento, de L. Beethoven
* Prelúdio e fuga nº 1, em Dó Maior, de J. S. Bach
* Odeon, de Ernesto Nazareth
* Eleanor Rigby, dos Beatles
* Billie Jean, na versão de Caetano Veloso,
* Em plena lua de mel, interpretada pelo grupo Pedra Letícia
* Repente e coco
* Tribunal do Feicebuqui , de Tom Zé
* Terceira Pessoa do Plural, dos Engenheiros do Hawaii
* O Guarani, de Carlos Gomes
* Nega maluca, de Linda Batista



Vídeos

* Visita à Krajcberg – Encontros
* Invasores ou excluídos (César Mendes, Dulcídio Siqueira e Universidade de Brasília/UnB)
* Índios no Brasil – quem são eles? (Ministério da Educação)
* Cartas para Angola (Coraci Ruiz e Julio Matos)
* Especial Biota Educação IV – Cerrado (Revista Pesquisa FAPESP, edição 208 – junho/2013)

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Sobre Nós


Criado por Lorena Lima, estudante Direito e Letícia Caetano, estudante de Ciências Sociais, juntamente com a colaboração de Gabriel Oliveira, estudante de Engenharia Elétrica, todos alunos da Universidade de Brasília, o Inspire-se nas Obras tem como objetivo ajudar os futuros calouros a obterem a tão sonhada vaga na UnB, ingressando através do Programa de Avaliação Seriada, o PAS.


O blog disponibilizará pesquisas de análises das obras, dicas de estudo, exercícios, apostilas entre outras coisas, visando ajudar no bom desempenho da prova do PAS.




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